Não uso chaves, não bato, não toco campainhas: enfio o pé logo e entro pela porta. É uma garantia que tenho de que ela irá abrir, mesmo quando estiver trancada.
Julho 01, 2009
Maio 14, 2009
Comparações
Como se tudo na minha vida perdesse o sentido por alguns instantes.
Como se tudo parasse, e eu pudesse analisar, friamente, os detalhes sórdidos das cores.Mesmo a cena estando em sépia.
Lógica? Razão? Ahn?
Como se, ao mesmo tempo, eu guardasse dentro de mim todos os segredos, de todas as loucuras do mundo. Do meu mundo.
Um ônibus lotado, uma cabeça vazia, uma vida quase completa. Mas, e o que mais?
Como se eu parasse de procurar, incessantemente, por olhares de correspondência. E passasse a encontra-los, sem querer, ao me encarar no espelho.
Memórias, lembranças, tempos. Há tempos.
Como se voltasse ao que era, mas em um universo paralelo. Naquelas doideiras de tempo relativo, de mundo relativo, de opinão relativa. Relalções relativamente relativistas.
Nada mais. Nada menos. Nada apesar. Apenas o ponto. Apenas o objetivo.
É como se eu estivesse vivendo...
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Março 03, 2009
Prada
O sapato serve.É lindo!
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deLira
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Fevereiro 08, 2009
Sem cortes, sem censuras
[Vamos a um lugar em que os palavrões não podem ter censura, certo?!]
O mundo é composto de vários tipos de filhos da puta que, com suas filhasdaputagem, fodem com o planeta É quase uma ação recíproca, o mundo fode com os filhos da puta, e eles fodem com o mundo. Para falar a verdade, acontece mais da segunda opção.
Mas, vamos ao propósito do texto, que te ajudará a saber com quais tipos de filhos da puta você tá lidando! Já que existem tantos no mundo, posso, com certeza, afirmar que existem dos mais variados tipos:
Existe o filho da puta sincero, ou seja, aquela pessoa que não mede esforços em ser sincero com você. Isso pode ser muito bom, uma vez que esta pessoa nunca lhe será falsa ou mentirosa. Porém, por falta de dosagem, este ser pode se tornar o filho da puta sem noção que consegue te deixar pra baixo nos momentos em que você não precisa.
Existe o pseudo-filho da puta, que é aquele que acha que sempre faz mal aos outros. Mas, sem querer faz bem. Isso acontece quando este tipo fala uma coisa ruim, achando que vai se dar mal, e acaba tomando na cara, e vendo que, na verdade, aquela coisa deveria ser dita mesmo.
Existe o filho da puta sádico, aquela pessoa que além de ser filha da puta, adora estar neste papel. Adora torturar, adora falar quando não deve. Adora saber que não faz bem para aqueles a sua volta. Esse sadismo pode ser sasonal, ás vezes é bom ser filho da puta com outros certos filhos da puta que nos rodeiam, não é mesmo?!
Existe o filho da puta inocente, e, acredite, estes se enquadram em um dos piores (só perdem para o último que citarei abaixo) É aquele que não sabe, mas tá fazendo filha da putagem. Diferente do pseudo, ele não acha que está fazendo mal, muito pelo contrário, acredita que esteja fazendo o bem. Ou, que, pelo menos, não esteja fazendo nada de mais. A egocentria filha da pútica deste ser impede que ele veja que as suas ações tem consequencias sobre as outras pessoas, por isso, ele é um dos piores.
E, por fim, existe o filho da puta ator, e, como já dito, este é o pior de todos. O filho da puta ator, tem noção de que está te fodendo, tem noção de todas as coisas que faz, mas não mostra isso pra ninguém. Para falar a verdade, ele mostra que se importa com todos a sua volta, age como se não fizesse filhadaputagem nenhuma, com ninguém, nunca! Dele você não espera nada, e é dele que você toma as piores rasteiras.
A maioria dos casos acima podem ser perdoados, porque fazem parte de personalidades, fazem parte do caráter das pessoas, e, no final das contas, não são estados permanentes destas, são facetas que elas resolvem ou não adotar. Agora, o filho da puta ator, não. Porque, isto tem outro nome: falsidade.Ou seria insegurança?!
Enfim, tomem cuidado. Há filhos da puta em todos os lugares. Inclusive em você mesmo!
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deLira
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Janeiro 19, 2009
100%
Resolvi que irei ler todos os livros já escritos. Olhar todas as revistas já publicadas. Ver todos os filmes já dirigidos, por todos os diretores, de todos os tempos.
Assistir a todas as séries, rir de todas as piadas (mesmo as conhecendo de cor e salteado). Ver todos os quadros, das pinturas Rupestres até o mais-alto-modernismo-de-NY-em-09. Descobrir todas as religiões, todas as línguas de todos os países desse planeta, quiçá de outros.
Falar com todas as pessoas. Conhecer todas elas. Conhecer profundamente todas elas. Procurar padrões, destruir padrões, criar padrões. Trendsetter e Trendmaker.
Aprender sobre Física, Economia, Política, Química, Matemática, Informática, Psicologia, Psiquiatria, Filosofia, Medicina, Moda, Artes, Literatura , Cinema ...e por aí vai.
Resolvi ser completa e profunda.
Compleitude. Sim, ás vezes a gente consegue achar sozinhos.
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Dezembro 30, 2008
Novas Resoluções, em outro ano
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Dezembro 14, 2008
Um, nenhum e cem mil
Costumo observar duas vezes as pessoas. A linguagem corporal,os gostos, os olhares, as medidas de proteção e as manias. Não faço isso inocentemente, é lógico.
Assim posso conhecer todas as barreiras que posso transgredir. Conheço todos os buracos que irei passar.
Queria muito dizer que esses métodos são infalíveis. Mas... não.
Quando travo, paro de olhar para os outros. E passo a olhar pra mim mesma olhando os outros. Controlo maneiras, palavras e pensamentos. É um controle tão pesado, que soa natural. Como se ligasse um botão de salvamento. Como se essa censura fosse a válvula de escape, a saída de emergência para quando ocorrem incêndios.
Então, quando soa a sirene dentro de mim, e o botãozinho tá quase prestes a ser acionado, posso tomar dois caminhos (como tudo em mim mesma, dois caminhos diretamente opostos): ou me calo, ou falo qualquer coisa que estiver na minha cabeça.
De qualquer maneira, não levo a melhor.
To começando a achar que o Pirandello tava certo!
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deLira
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