dezembro 30, 2008
Novas Resoluções, em outro ano
dezembro 14, 2008
Um, nenhum e cem mil
Assim posso conhecer todas as barreiras que posso transgredir. Conheço todos os buracos que irei passar.
Queria muito dizer que esses métodos são infalíveis. Mas... não.
Quando travo, paro de olhar para os outros. E passo a olhar pra mim mesma olhando os outros. Controlo maneiras, palavras e pensamentos. É um controle tão pesado, que soa natural. Como se ligasse um botão de salvamento. Como se essa censura fosse a válvula de escape, a saída de emergência para quando ocorrem incêndios.
Então, quando soa a sirene dentro de mim, e o botãozinho tá quase prestes a ser acionado, posso tomar dois caminhos (como tudo em mim mesma, dois caminhos diretamente opostos): ou me calo, ou falo qualquer coisa que estiver na minha cabeça.
De qualquer maneira, não levo a melhor.
To começando a achar que o Pirandello tava certo!
dezembro 11, 2008
Les Nabis
Aleluia.
Ás vezes é preciso colocar uma certa cor nas coisas, para ver se elas ficam mais apetitosas.
Outras, é preciso tirar a cor das situações, para que elas sejam menos sedutoras.
Atire a primeira pedra aquele que nunca viu as cores primeiro.
Quem nunca quis que a vida fosse um pouco mais rosa, azul, roxa, verde ou navy.
Prefiro as cores fortes. As marcantes.
Aquelas que deixam uma vontade enorme de olhar mais vezes, de procurar, de descobrir. Por quê aquela escuridão, a obscuridade? O que tem por de trás da tela fauvista? As cores, os símbolos. A profundidade.
Porque, de verdade, estou cansada dos tons pastéis, dos crus e dos falsos rosas bebe.
[Afinal, apenas uma falsa intensidade se esconderia numa fachada clarinha.]
novembro 16, 2008
Por falta de texto...

"Mie care, la felicità consiste nel poter dire la verità senza far mai soffrire nessuno" (Guido Anselmi)
outubro 12, 2008
Nobel
- É este: você ganhou!
PS.: Short txts ... Cara do Tefo!!
outubro 07, 2008
O relógio que girava no sentido anti-horario
Acho que isso de fazer aniversário faz com que essas perguntas sobre a passagem das datas emergirem na cabeça com mais força.
365 dias desde 2007. 365.
Acredito que não consiga equacionar a quantidade de mudanças que ocorreram em um ano, muito menos as coisas que permaneceram as mesmas.
Mas, acredito que possa equacionar algumas coisitas:
* 10 entrevistas
* 1 relatório parcial
* Mais de 10 peças
* 2 cidades
* 2 camas, 2 sofás-cama, 1 cama roubada e 1 colchão inflável
* 4 filmes do Bergman, 3 do Fellini e 2 do Chaplin (ok, o ano não acabou, ainda posso tirar o atraso. Pessoas ainda me devem filmes, muahaha!)
*1 Festival do Caralho; 1 show que comçou com NxZero, passou por Guns e terminou com Demonios da Garoa (por isso q me devem filmes, by the way); 1 show maluco; 1 show de graça
* 1 piquenique fofo
* 5 ou 6 Bares; 1 balada; 2 rolideis
* Incontáveis McDonalds
* Incontáveis Paulistas
* 3 ou 4 BK´s
* 1 Noitão
* Algumas matérias e artigos [nada cientificos] publicados
* Mais de 200 mil toques em emails revoltados
* 60 bixos diretos; 1 filho ; 1 nova mãe
* 1 despedida em aeroporto
* Várias subidas e descidas na Serra
* 1 chuva torrencial [na frente da praia!]
* 1 ótimo corte de cabelo
* 2 áreas de telefonia
* Alguns surtos no metrô
* Mais de 300 fotografias
* 1 chefia
* um 5,5
* várias crises com a profissão e/ou futuro
* muita falta de talento
* 2 conversas sinceras num mesmo bar
* 1458 brigas com a mesma pessoa ¬¬
* 1459 reconciliações com a mesma pessoa [chamo isso de vicio irracional, ou de sadismo inato, ou, talvez, de amizade incondicional...mas tenho que consultar a minha banca..rsrsrs]
* Não sei quantas execuções de músicas dos Beatles
* 1 caso de novela na familia
* várias saudades acumuladas
* incontáveis "geeeeeeeeeeeeeeeeees"
* 1 discussão sobre teoria da comunicação que abarcou até mesmo a Ellen Jabour
* 1 pesquisa eleitoral
* 2 Saramagos; 1 Orwell; uns 2 Foucaults pela metade; 1 Balzac meia boca e Meio Bob Spitz, até o presente momento.
* 2 Livros sobre Teatro; 3 sobre a historia da cidade de Sao Paulo; outros tantos sobre censura
* Mts ônibus laranjas e azuis
* 3 bilhetes-unico [!!]
* 1 virada cultural
* 1 não mais do que certo
* 1899 piadas internas, até o presente momento
* 2999 piadas internas ditas sem querer, em voz alta, em tom de código e /ou chacota
* 2 boas crises de ciume [com muita razão!]
* Mts² "Se liberta"/"Voa Borboleta!"/"Corra, Lola, corra"/"bjomeliga"
* 273 emails não lidos; 8353 scraps
* 1788 cenas de vergonha alheia
* umas 200 delas em uma msma noite, em um msm bar
* 1500 ataques de Beatlemania, no minimo
* 5 novos "eu te amo" literais; e 1 nas entrelinhas [ou quase nas linhas, diria]
* Umas noites passadas "em branco" para conversar
* Incontaveis brincos e tic-tacs perdidos no Limbo da área x
* 10 000 pensamentos de assassinatos crueis de professores mais crueis ainda
* 2 requerimentos não aceitos na FFLCH
* 1 ressaca moral
..........................
Quando for lembrando coloco mais.
Ou não..
365 dias
???
Alguns anos imbutidos nisso.
setembro 08, 2008
RoadTrip
Paro e penso. Não há barreiras, há bifurcações.
Em tese, não somos impedidos de fazer nada nesta vida. Na prática, sabemos que isso não é lá muito realizável. Se existem barreiras, censuras e mesuras, são aquelas que colocamos na nossa cabeça.
No final de tudo, serão as nossas escolhas que nos definirão mesmo.
A vida é uma grande sucessão de bifurcações e de caminhos bizarros que levam a encruzilhadas intrínsecas, afinal, nunca se pergunta o porque de se tomar a direita quando se sai da Imigrantes já na Baixada Santista. Simplesmente se segue porque é sabido que seguindo a direita, a estrada levará a Santos.
....
Constantemente venho me perguntando se escohi os caminhos certos nas bifurcações pelas quais passei. Se o caminho do lado esquerdo era melhor que o do lado direito. Se os sinais não eram sinais. Se as placas me indicaram o destino certo. Se alguma das paradas eram realmente necessárias. Se algumas caronas deveriam ter sido dadas, se outras deveriam ter sido negadas.
Highway to hell? Caminho das Nuvens? La Strada? Road 66?
Não sei.
E sempre volta na minha cabeça que enquanto tiver dúvidas, nada que conseguirei sentir vai ser verdadeiro. Mas, eis um pensamento altamente compulsivo e obsessivo.
No momento me vejo absolutamente perdida em um caminho de beleza peculiar, o tipo de beleza que paro para ver (assim como a beleza das cores do céu durante o pôr do sol ou da lua cheia a se destacar por entre as estrelas). Não sei para onde isso tudo pode me levar, prefiro ignorar a existência do outro caminho paralelo a esse.
O caminho se faz ao caminhar, não é mesmo?
PS.:Possiveis mudanças de rotas podem ser consideradas, apenas se os motivos forem muito bons e valerem a pena.
PS²: É aceitável pegar um certo trânsito e a existência de pontos esparsos de lentidão.
PS³: Atalhos... Prefiro não comentar.
PS4: E as paradas? Novamente..apenas para quem valer a pena.
setembro 01, 2008
Sobre surtos e psicoses [e mais coisas]
Ás vezes uma simples observação acarreta situações inimagináveis. Sabe aquilo que você tem certeza que todo mundo viu, e que, no final, era apenas um detalhe.
Estranhos esses detalhes.
É neles em que estão as relações. É por causa deles que existem os sentimentos.Mesmo os sentimentos mais sórdidos e idiotas.
No detalhe do sorriso enviesado, no detalhe do olhar pra baixo, e das não-palavras, que está a comunicação. Na sutileza de uma ironia, na sutileza de uma mesa e 3, 4 ou 5 cadeiras, na sutileza do tempo gasto no abraço de despedida. Deve ter algo escondido nisso tudo. O inominável está presente, mesmo quando as frases emergem da mente e passam para a boca sem querer.
Como é se sentir completamente entendida? Díficil, mas sei responder essa questão.
Num mundo perfeito, todos saberiam respondê-la.
Ou não.
Vira a moeda, sorte ou azar. Ou acaso.
Ou coincidencia.Ou sintonia. Ou unissono.
Não sei.
Não sei mais de nada.
Já que as pessoas estão cada vez mais ininteligíveis, a filosofia do não-saber se torna mais aceitável.
E...se o circo pegar fogo, por favor, alguém salve os animaizinhos de pelúcia.
julho 17, 2008
Breath in, breath out
As paredes se movimentam, o ar piora, piora, piora, só piora. O otimismo escorre pelos meus pés. Cada lufada de ar que me entra é venenosa, me mata aos poucos, aos muitos.
Não. Não sei o que fazer. É morrer ou morrer! De ar, ou da falta dele. Se bem que...morrer por falta é sempre mais triste.
Saio para tentar sobreviver. Sobrevivo para tentar viver. Vivo para tentar ser feliz.
Nada dá certo. Quando saio, o ar permanece o mesmo, senão piorado. Quando sobrevivo, esqueço de viver. Quando não vivo, não sei ser feliz.
E esse ar... Epifânia Jungiana.
julho 12, 2008
Never Be the Same Again
Nunca imaginei que estaria tão perto dela. Sempre que vinha pra São Paulo, pedia para minha mãe passar pela Paulista. Juro! Por mais longe que estivéssemos, na minha cabecinha-praiana-santista-acostumada-com-os-canais, se não passasse na bendita Avenida, não tinha passado por São Paulo de jeito nenhum.
As luzes, as cores, os carros, as pessoas, tudo me maravilhava. Sonhava em morar numa cidade doida, grande, cultural, uma cidade que nunca dorme. Se conseguisse der certo nela, coseguiria em qualquer cidade. Lógico que metade da minha teoria caiu por terra quando comecei, de fato, a morar em São Paulo. Tornei-me paulistana, paulistânia.
E, agora, posso contar muitas perspectivas da Paulista: às sete da manhã, as cinco da manhã, as três, a dois, a cinco, a três, com mochilas e malas, sem lenço e com documento, com muito frio, com muito calor, extremamente sorridente, extremamente chorosa, com músicas na cabeça, com músicas no mp3, maravilhada com tudo, pessimista com nada, rindo sem fim, imitando professores, imitando poses, discutindo literatura francesa, correndo para não se atrasar, correndo para parecer feliz, indo, literalmente, da Consolação ao Paraíso.
Não sei se vou me tornar aqui uma grande pessoa, não sei se vai dar tudo incrivelmente certo, ou se vai dar tudo no cano. Só sei que agora, a minha visão de São Paulo se expandiu, de Paulista, passou a ser a Rebouças, a Angélica, a Heitor, a Dr.Arnaldo, a Al. Santos, a Augusta, a Harmonia...E adjacências. Porque, afinal, a visão da minha janela é mais ampla que apenas antenas piscando, é só olhar para baixo.
PS.; Quão maior é o Tietê em relação ao Cubatão? Ou melhor, ao Oceano Atlântico?
junho 21, 2008
Sobre Ilhas e Pontes
Mas, é, agora, parada no meio da minha ilha tropical-não-quente, olhando as pontes e portos ao meu redor que me pergunto:na real, no que isso irá me ajudar? Se no fim das contas, ainda estou aqui, sozinha, tendo que desbravar todos as cavernas secretas , animais perigosos e fantasmas da minha ilha. E, sim, os outros tem que desbravar as deles. Tem que criar outras pontes, outros porto-seguros.
Ainda bem que sei nadar, não é mesmo? Porque se fosse depender das pontes e portos, apenas, refutaria a tese que tento comprovar.
junho 18, 2008
Testamento
Não, não sou só o meu corpo. Sou as minhas coisas, o meu óculos, a aliança da minha avó, o meu all star vermelho, o meu all star azul, as minhas fotos, a minha agenda-reguladora-de-horarios, o meu celular, todas as msgs do meu celular, as cartas que me escrevem, as cartas que escrevo, o colar de borboleta, a boina enviesada, os cachecóis, a jaqueta e os bottons, I LOVE NEW YORK!, meus livros, minhas anotações.
Sou também as outras pessoas, sou o tamanho, o cabelo, as maneiras de falar, as pintas, os cavanhaques e barbas por fazer,o bigode, os olhos verdes, os olhos puxados, as mechas loiras, o casaco de couro surrado, o cabelo meio cinzento, o cabelo totalmente branco, a camisa rosa, a barriga semi-definida, as unhas roídas, as unhas longas. Sou aqueles que amo, e não tenho medo de falar que os amo.
Pronto, falei.
P.S.: Mágoa de não ter mais a minha carteira.
P.S.2: Trancendência é o caralho!
maio 02, 2008
Double Bind
E tudo se confunde numa eterna dança, eterno retorno de coisas nomináveis até demais. Semiótica para que, se temos a psicanálise?Metafísica para que, se temos o chocolate?
Os atos se transformam em interpretações, é tudo um jogo, é tudo teatro. Máscaras do Kabuki em uma peça de Brecht filmadas por Kubrick? Bem que gostaria. Nada é tão distante assim. A arte não imita a vida, ela É a vida.
Gostar, amar, odiar, detestar, temer, olhar, beijar? Ahn?! Verbos e mais verbos, palavras e mais palavras. No final das contas, palavras são só palavras e pensamentos, só pensamentos. Não é mesmo?E as frases circulares acabam por explicar o não dito, ou o mal-dito.
Ou não.. Não sei. Atenho-me à minha ignorância e burrice. Sempre a melhor desculpa.
abril 18, 2008
Ode O
Odeio a chuva que molha demais [e os guardas-chuvas que não protegem nada].
Odeio a mediocridade de personalidades mal-feitas.
Odeio a mediocridade de perfis bem-feitos.
Odeio a má educação no cinema.
Odeio a má educação gratuita e sem explicações.
Odeio as crianças ingratas.
Odeio as crianças pentelhas demais.
Odeio a seriedade superficial.
Odeio a seriedade artificial [uau..rimou!].
Odeio o conhecimento ilusório que alguns mostram.
Odeio o conhecimento profundo que outros gostam de mostrar.
Odeio as poses para fotos.
Odeio as poses para as pessoas.
Odeio a repetição de assuntos.
Odeio a repetição de emoções.
Odeio a dieta imposta.
Odeio a dieta de pensamentos.
Odeio os cabelos a serem arrumados [rsrs].
Odeio os cabelos muito despenteados.
Odeio as filas intermináveis para o ônibus.
Odeio as filas indeterminadas para comer.
Odeio os sorrisos no orkut.
Odeio os sorrisos amarelos na vida real.
Odeio a falta de dinheiro.
Odeio a falta de noção.
Odeio as lágrimas a serem derrubadas.
Odeio as lágrimas já derramadas.
Odeio a prepotência desmedida.
Odeio a prepotência jornalística.
Odeio o dono mordendo o cão.
Odeio o dono dos meus atos.
Odeio as pessoas que falam no cinema.
Odeio as pessoas.
Tanto ódio só pode levar ao amor.
abril 15, 2008
De como veio o título atual...
Não, esse não será um texto jornalísitco. Não, as principais informações não estarão no primeiro parágrafo. Temo dizer que não haverá alguma informação principal.
Um dia já quis ser tudo isso, já quis conquistar o mundo inteiro, já quis saber tudo, jpa quis conhecer todos, já quis ser aquela que anota as coisas num bloquinho. Os desejos mudam, Lacan estava certo de fato, eles se deslocam e se transformam.
O que era antes complicado se simplificou como num passe de mágica, a mágica do hábito (aquele mesmo que faz o monge), as relações se estreitaram, o jogo já começou.
A bola está no campo, quem dormir no ponto perde o ônibus, o metrô e a jogada.
Como se sabe que o que falam é verdadeiro? Mas, no final das contas, faz alguma diferença? A doce mentira e a fiel verdade andam juntas, e criam uma imagem muito boa na minha mente (que mente!).
Tudo é mentira, não quero mais nada disso.
Não quero, não!
Quero?!
março 14, 2008
Uepa!
Vê se cresce antes de vir me pedir, vê se aprende algo sobre si mesma. Não adianta continuar nessa sua irresponsabilidade-passiva, não vai adiantar, vai continuar sendo irresponsável, vai continuar sendo pequena. Repita comigo: se o caminho não deu certo, dê meia volta e pegue um outro. Simples assim.
Vai, logo, pára de fazer corpo mole, pára! Quieta, nada de chorar, crianças que choram, bebês que choram, mulheres não. E não me venha com essa risadinha sarcástica, você já é uma mulher, aja como uma. Engole o choro, olha pra frente e encara tudo. Simples assim.
Lide com as mudanças, aprenda com elas, ria delas porque elas rirão de você se não fizer isso. Não se trata do mundo cão, é a vida como ela é. Ás vezes você tem certeza que está acertando e, na verdade, está só aumentando o seu erro. Errar é humano, perceber o erro é divino, é preciso de um guru.Ache o seu guia. Simples assim.
E agora, pensa direitinho no que você fez, beem direitinho e descubra por você mesma porquê ainda não pode saber de nada, porque ainda não pode nada.
Simples assim.
fevereiro 26, 2008
Terceira pessoa do singular
Foi uma daquelas brigas que nunca se pensa fora do cinema, e, não, ela não tinha sido roteirizada, mentira, tinha sido roteirizada sim, pelos ações anteriores a tudo. Nenhum grito vem do nada.
Uma convulsão de pensamentos lhe passava pela cabeça enquanto andava, ou.. andava enquanto pensava. Ordem direta, ordem indireta, leis, regras, cronologia.. Enough is enough.
Mesmo assim, a sensação de liberdade era tão mínima, que a primeira (ou seria a última?) idéia não tardava em reaparecer em sua memória. Talvez tivesse sido duro demais, talvez não tivesse que falar tudo que lhe veio na cabeça, talvez não tivesse que ter saído andando e dado as costas à resposta compreensiva.Pior que o ódio era a compreensão. Passividade, culpa e pena.
Tinha que ter feito algo, certo? Tinha! Não podia continuar assim... Não iria. Volataria e pediria desculpas, por tudo que tinha dito, feito, pensado e gritado. Sim, isso era o certo a fazer. Faria isso, depois.Talvez.
Ela, com certeza, o desculparia, ele...não.
fevereiro 05, 2008
janeiro 14, 2008
Monte Cristo
Trovões, relâmpagos, vento, vento, raio, gota d'água...
Resolvi não mais me esconder das tempestades, nem das pequenas chuvas que parecem ser grandes tormentas, é o medo e não a água ou a eletricidade que pode matar, sabe?!
Os pingos frios, de certa forma, aquecem o meu rosto morno, e inclino a cabeça pra tentar alcançar mais dessa frieza-quente, abro os braços.. até parece uma libertação.
A beleza da cena não está em suas cores, ou no cenário, e sim, na complexidade que ela implica. A chuva molha, lava, limpa tudo... e faz com que as coisas sujas apareçam.
É quando tudo se revolta que podemos, afinal, definir os nossos portos-seguros; quando tudo parece desabar, o céu em cima de nossas cabeças, e a terra sobre as nossas pernas, que observa-se com clareza a dimensão de tudo o que fizemos (e em que dimensão fizemos!); quando nossas certezas são demolidas, há sempre o que (ou quem) as rearranjem.
Sozinha, na chuva, aprendi a sorrir, e a sentir o gosto da água.A pior parte já passou, já estou aqui, já saí de casa...
Os trovões reafirmam que a tarefa não é fácil, os raios ainda amedrontam, as águas começam a subir... O que fazer agora?! O que fazer?!
Abri os olhos, e senti o vento... Há uma tempestade vindo, dessa vez, uma real.
dezembro 30, 2007
Resoluções de Ano Velho...
* Que, às vezes, o nome pode ser a melhor coisa de se ler, se achar ou ... se perder
* Que um sorriso diz muito mais que uma palavra, e um bolo pode querer dizer muito
* Que lágrimas mancham o rosto por um tempo, e tintas mancham a blusa por toda a eternidade (mas não a calça).
* Que se uma amizade foi intensa e real, ela sempre volta.
* Que bixo paga breja, e que ser bixete não é ser bicha.
* O que, exatamente, é o curso de editoração!
* Que, apesar do deslumbre cegar, pode ser bastante fantástico.
* Que não adianta forçar, as coisas acontecem porque têm que acontecer, pode demorar uns dias ou 3 meses ou 2 anos.
* Que não sou absolutamente ninguém para poder julgar quem quer que seja, e isso não é uma maneira de me depreciar, não mais.
* Que diversificar é a chave.
* Que arte não deve ser discutida, e sim apreciada (mas não em silêncio, nunca em silêncio).
* Que não importa o quão longe cheguei, sempre dependerei das próprias pernas para chegar mais longe; e que existem lugares mais longe!!
* Que o tempo é completamente heterogêneo, e 11 meses podem ser vários anos; assim como 15 anos pode ser uma vida quase completa.
* Que broncas nunca são demais.
* Que ás vezes é melhor apenas...calar a boca e engolir os sapos, os princípes e , principalmente, as palavras.
* Que fazer uma página é mais legal que redigí-la.
* Que gordura trans rules!
* Que ECA é uma sigla feminina, feminista e afeminada.
* O que raios significa: FFLCH, FEA, IME, FAU, IO, ICB, IAG, CRUSP, Coseas, CCint, iPoli, MAE, P1, P2, P3, Circular, Bandex, S.R., CAC,CJE, CRP, CTR e CePE.
* Que uma cama pode ter muitas formas...inclusive de sofa!!
* Que o Ricky Martin não dança salsa (duas piadinhas numa mesma frase, uau!); que os funkeiros não falam errado; que as modelos usam rasteirinha; que os metaleiros curtem pop; que os canalhas têm coração; que os loucos falam a verdade; que os jornais can lie;que os politizados podem não ser profundos; que todos podem amar; que todos podem errar e que todos podem mudar.
* Que a sorte pode trazer muita coisa, mas é o azar que une tudo.
* Que o número de tentativas não desqualifica o ato.
* Que a vibração e a energia influem bastante.
* Que os melhores discursos são feito em pleno silêncio.
* Que o tombo de uma cadeira pode ser bastante dolorido!
* Que, definitivamente, conhaque não combina com cerveja, e ambos não combinam com Pepsi.
* Que uma noite pode durar duas horas.
* Que uma vida pode durar três.
* Que, no final das contas, podemos culpar Almodovar; e a inocência das crianças; e a Luluzinha; e as estrelinhas dadas a um filme; e a Jurema; e as alergias; e os gostos em geral.
* Que a verdadeira filosofia está presente num bolo de chocolate queimado(com a calda para melhorar um pouco), coca cola e numa mesa com 4 pessoas.
* Como se escreve Nietzsche, e o que ele falou.
* Que os gostos, por melhores que sejam, não falam nada sobre a pessoa.
* Que orgulho é diferente de arrogância, e ambos são diferentes do self-respect.
* Que um espelho é muito pouco para 3 meninas!
* Que existem pessoas que não são só pessoas, são anjos da guarda!
* Que entrar sem muito equilíbrio numa pista de dança, pode levar a gente a fazer alguma besteira...Para rir depois, lógico!
* Que gays podem ser lindos!!
* Que posso ver a Paulista várias vezes sem me cansar dela, e que ela é sempre diferente!
* Que ás vezes é melhor...apenas...let it go(rsrs)!
* Que dar notas pode ser insuficiente, mas é bastante divertido!
* Que a diversão é o quem e não o o que.
* Que o Killers e o Arctic empataram no saldo final do Tim.
* Que não devo forçar muito a minha voz (¬¬), nem a minha paciência, muito menos as minhas idéias.
* Que obcessão.... é...algo que pode impulsionar e colocar tudo a perder.
* Que eu ainda não sei se o coco é oco!
* Que tios podem ser avôs.
* Que a Av.Rebouças se torna Rua da Consolação quando passa pela Paulista; que o Horto Florestal demora anos para passar; que se você continuar na Rua S.Vicente de Paula [ou seria Paulo..nunca soube] dará de cara com o Pátio Higienópolis; que o Largo da Batata fica, pelo menos, perto de Pinheiros.
* Que ou as coisas são Uó! ou são luxo, poder, riqueza e sedução.
* Que os Beatles tinham razão... tá...isso eu sempre soube!
* Que eu apoio uma greve: a dos roteiristas norte-americanos!
* Que a pior ressaca é a moral; mas que é bom saber que fiz algo, for a change.
* Que Heidegger escreveu um livro chamado "O Ser e o Tempo", em que fazia a divisão entre os seres e os entes.
* Que ser legal é ser não-trivial (isso era para rimar!)
* Que uma sala inteira pode ser o bastante; que 2 pessoas podem ser completas sem o resto do mundo (sorry Strokes!).
* Que muitas pessoas junto não significa multidão; e poucas junto não significa solidão.
* Que um abraço ou duas mãos dadas comunicam.
* A função exata de um Bilhete Único.
* Que existe arte em tudo, basta saber procurá-la.
* Que Jupiter não é apenas o maior planeta do Sistema Solar.
* Que a criatividade supera a falta de habilidade, ou de conhecimento.
* Que "não podemos exigir que o artista faça algo que não se propôs a fazer"; e que "depois que atingimos a perfeição, a única coisa que temos a fazer é decair".
* Que não devo esperar as pizzas!!
* Que o Universo se expande na velocidade da expansão de nossos horizontes, Belos Horizontes.
* Que a distância é algo cruel, mas dont mean shit if we want it.
* Que o amor aparece sob diversas formas, em diversos dias.
* Que os pais dependem da gente tanto quanto dependemos deles.
* Que a família é uma bênção, e abrange muito mais que algumas fitas de dna iguais.
* Que vou pirar quando tiver que fazer meu TCC.
* Que Harry Potter rulez! E fodam-se os clássicos!
* O que é Double Bind, quem criou a idéia e suas aplicações práticas (mas nada práticas) na vida real!
* Algumas teorias da comunicação, algumas teorias da conspiração e algumas..teorias..apenas..teorias.
* Que quando tudo complica, posso sempre contar com meus emails.
* Que um dia de chuva não precisa ser blues, nem um dia de sol precisa ser alegre ou calorento.
* Que ao esperar a lua perdemos as estrelas.
* Que a surpresa pode ser um trunfo,a good one, by the way.
* Que é impossível manter-se alegre, feliz e cantante.
* Que o não falar não implica no não sentir.
* Que devo agradecer sempre por ter estudado no Santa (Cantinho da Tia Cecilia is Bliss!!) e no Biju, e ter feito amigas que me apóiam, criticam, mimam (um pouco Sra.Raza) e riem comigo e de mim!
* Que o ócio mais improdutivo é mais rentável que horas desperdiçadas em coisas intermináveis, trabalhos intermináveis, redações intermináveis, matérias sem fim.
* Que a Xuxa pode cantar mal, mas há algumas versões de músicas dela......
* Que, às vezes, prefiro não comentar.
* Que musicais são demais!(isso eu tbém já sabia!)
* Que, segundo meu tio, tenho um ótimo gosto para namorados (?!?!).
* Que sou a mistura do lugar onde nasci, do lugar onde pertenço, das pessoas que me amam, das pessoas que eu amo, das pessoas que odeioe de tudo que há entre estes.
* Que as coisas não são tão fáceis como queríamos e nem tão difíceis quanto imaginamos.
* Que um ano não são 365 dias!
O ano é feito daquilo que aprendemos, daquilo que fizemos, pensamos, vimos, escutamos, escrevemos (pq não?!) e falamos.
Não aprendi tudo de uma vez, não fiz todas as coisas em um dia apenas, nem em uma semana.Não era para ser assim.
O que foi este ano?! Não sei explicar, nem sentir uma coisa só... Que venha 2008, sem promessas, com algumas dívidas, poucas expectativas e bastante...esperança!( ai que coisa fofa!)
PS.:Dizem que o número 7 dá sorte, como diria a Vanê, imagina como será 2017!!


