novembro 14, 2007

Vontade de poder

Vontade de ganhar outra vida em que possa ver as coisas com mais clareza.
Vontade de ter uma varinha e conjurar um feitiço que faça tudo dar certo.
Vontade de tomar Felix Felicis.
Vontade de terminar, de maneira decente, tudo que já me propus a fazer.
Vontade de amar e ser correspondida.
Vontade de beber até cair, até lembrar de todas as lacunas em branco da minha memória.
Vontade de ver alguns filmes , de escutar algumas falas, de cantar junto com alguns atores.
Vontade de ser algo diferente, de querer algo diferente, de sair da mediocridade em que me afogo.
Vontade de parar de escrever e fazer com que as palavras parem de imergir do meu cérebro.
Vontade de entender tudo e todos.
Vontade de fazer o tempo parar, voltar e passar mais lentamente para que possa prestar atenção nos detalhes, meros e pequenos detalhes.
Vontade de não ser nem completa , nem profunda.
Vontade de ver algo diferente acontecendo.
Vontade de ter certeza que o futuro vai ser bom, vai dar certo e vai melhorar.
Vontade de mudar de cidade, país, planeta e universo.

Se a vontade de poder comanda o mundo, a vontade, por si só, pode comandar algo, mudar algo.Certo, Nietzsche?

outubro 31, 2007

Uma história real

Contarei hoje a história de um Pequeno Príncipe, não, não é aquele do livro, suas aventuras não são tão fanstásticas, nem dignas de virarem livro.
Este Pequeno Príncipe vive em seu reino encantado, reino de sorrisos, de amizades eternas , duradouras, de músicas perfeitamente feitas para ele, e filmes idem.
Ele sempre está certo. E, por que não estaria? Vive em seu reino, manda (mesmo sem falar que está mandando, manda, ás vezes, em completo silêncio), em seus moradores, escolhe o que é bom e o que é ruim.
O Príncipe porém, é cheio de segredos , e estes acabam ditando como ele pode viver, consequentemente, seus segredos ditam como os outros tem que viver.
E, por causa também desse segredo, o pequeno príncipe não tem uma rosa, apenas pessoas a lhe desenhar um carneiro.
Mesmo assim, ele não deixa de mostrar como sua vida é perfeita, e como os outros não o são.
Na verdade, ninguém está a altura de saber dos segredos de vossa alteza. Ele tem uma lista de virtudes para aqueles que poderiam ser os portadores de seus tesouros: aqueles que não erram, não falam, não contestam e não levam nada a sério.
A única coisa que ele não sabe é que está condenado a ser Príncipe (e Pequeno) para sempre, e nunca Rei.Pois aqueles que não conseguem suportar a si mesmos, não aguentam o peso de uma coroa.

outubro 23, 2007

Monalisa's Smile

Se a Monalisa pode ter sido simpática um dia, por que não eu?
As cores parecem se apagar às vezes, e outras parece que elas nem existem, mas, acredite, elas existem, mesmo não tendo nomes.
Quando os sorrisos se dissolvem e os olhares se encontram, as palavras confortam. Os amigos estão presentes sempre, isso porque, o próprio sorriso já é em si um presente.
Os anjos descem à terra now and then, é verdade. Só que, diferente do que pensam, eles não passam quando acontece o silêncio, eles passam quando acontece algum tipo de comunicação.
Temos vários anjos em nossas vidas, aqueles que nos guiam em momentos ruins, aqueles que nos fazem rir em momentos mais ou menos, aqueles que aparecem de braços abertos para nos salvar, aqueles que aparecem um tanto atrasados para nos acompanhar,aqueles que nos empurram para fazer algo, aqueles que rezam para que não façamos nada, aqueles que conversam mesmo com sono, aqueles que sempre cantam nos nossos ouvidos, aqueles que nos dão broncas, aqueles que , no final das contas, tornam a nossa vida mais parecida com o Paraíso.
(ou seria com Higienópolis?!)


outubro 20, 2007

Amor Fatis

E tudo voltava em sua memória, como se tudo estivesse gravado em um filme.Revia as cenas de seus erros repetidamente, e , cada vez eles apareciam de maneira diferente, cada vez mais hediondos.Palavras mal-ditas, atos impensados e lágrimas inexistentes.
Queria poder esquecer de tudo, apagar a História e refazê-la, sem cometer nenhum erro.Ou melhor, era muito trabalhoso refazê-la por inteiro, seria melhor apenas..editar suas memórias (em edição não-linear, a própria lógica que a norteava não era linear!).
Justificativas, desculpas que na hora pareciam verdadeiras, más-intenções, boas intenções, erros, tudo o que tivera feito até então eram erros.Sabia disso, podia ver em sua mente,e no olhar de reprovação-passiva de todos a sua volta.
Não é questão de culpa- pensava- não quero participar de um juri, muito menos de um julgamento. Só depois de segundos analisando melhor, percebia que ela mentia em seus pensamentos, contabilizando assim, mais um erro para sua lista quilometrica.
Desculpas não faziam sentido, nem o fato de se importar com quem discutia fazia sentido.Errava,errava,errava.
E as imagens, doces imagens, que foram antes suas amigas, que foram antes compreensíveis (até certo ponto), passaram a torturá-la.A projeção se tornou mais rápida, acompanhou o movimento de seus olhos. Só falta a Nona de Beethoven, pensou debochadamente.Mas a música não tocou, as imagens eram apenas...figuras,desenhos desanimados a dançar.
Foi assim que ela aprendeu que , embora seus erros fossem perseguí-la ad eternum, era ela a proprietária da memória, era ela a editora, roteirista e co-diretora de sua História; era ela a dona de seu destino e de uma parte do destino dos outros (temeu ao saber que a recíproca era verdadeira, mas essa não era informação nova para ela:sempre fora afetada por aqueles que amava); era ela a torturadora e a torturada.
Os erros permaneceram, não tinham como sumir. As memórias foram deslocadas, recalcadas e transformadas, e, mesmo assim , mostram o pretérito mais que imperfeito. E ela?Ela vive (verbo intransitivo) deixou de apenas sobreviver (verbo transitivo indireto).

outubro 06, 2007

Não-Desaniversário

Eram francesas, alemãs, chineses, italianos (?) e brasileiros; numa noite quase madrugada quase dia; em dois bares diferentes, em muitas mesas,cadeiras e sofás; tomando Müller, chopp, dry martini, bloddy mary, cuba libre, guaraná e água; conversando sobre absolutamente tudo.
Eram ruas e vielas, abraços, tapas , risadas e inserções gramaticais; amigos , rivais , amantes e malucos; era Vila Madalena, Rua Augusta, Avenida Angélica , Cidade Universitária, Rua Consolação e Praça dos Omaguás; estrelas no céu, idéias na cabeça, vozes no coração (porque as faltavam na garganta) e Mc Donalds no estômago.
Eram confissões semi-alcoólicas , brindes por razões além do bem e do mal, tempos de padeiros distraídos ou não, fofocas , discursos e não-discursos; era a libertação moral no meio do asfalto, e em algumas esquinas.
Era o funk de um lado, justin timberlake de outro e punk brasileiro na frente (literalmente); disney no começo da noite, silvio santos no final dela e beavys and buthead o tempo inteiro;declarações mais que sinceras em um horário mais que inadequado; era a sorte dizendo que sim existe e que sim, ela é inesperada.
Parabéns para mim,pelos meus 18 anos e por ter escolhido tão bem, e tão sem querer, os melhores amigos que alguém poderia ter!

[Entre Paris, Stutgart e Xangai,ainda prefiro São Paulo]

setembro 28, 2007

Brunelleschi e Giotto

Sorte e azar, tudo questão de perspectiva.
E, por falar em perspectiva, a partir dessa técnica que os pintores e artistas dos séculos XV e XVI faziam com que as pessoas vissem o que eles queriam, da maneiras que eles queriam. Seriam eles tiranos? Tiranos da beleza?
Esse negócio de perspectiva pode nos fazer mudar tudo. Uma "paixão" pode ser apenas uma amizade muito forte, uma amizade muito forte pode ser apenas uma ilusão, uma ilusão pode ser um sonho, um sonho pode não exixtir.
Nem sempre a gente conhece as pessoas como queremos, ou como achamos que conhecemos. Mas, novamente, é tudo questão de perspectiva: depende do momento. Não adianta medir, não tem como alguém conhecer o outro por completo, podem se passar, um, dois, sete meses, um ano, dois.. 5 anos. Conhecemos apenas a pessoa do momento, o ser aqui (e não ser-ali!).
E, de verdade, isso não é ruim.O fato de uma pessoa dividir com você gostos, opiniões, risadas e talvez, lágrimas, mesmo que seja por dois minutos (ou sete meses) já é algo além do comum.
Estamos sempre tão fechados em nossos mundinhos, de mesmas pessoas, mesmas conversas, mesmas piadas sempre, que uma mudança de vista, e de PERSPECTIVA não faz mal.
O azar pode transformar-se em sorte, vice-versa.
Depende sempre da onde você está olhando; ás vezes é melhor deixar-se tiranizar pelos artistas e apenas seguir a visão deles do mundo, assim, quando nos damos conta, encontramos obras primas e , talvez, alguns amigos verdadeiros.

setembro 27, 2007

Perhaps, perhaps, perhaps

You won't admit you love me
And so
How am I ever
To know
You only tell me
Perhaps, perhaps, perhaps
A million times I ask you
And then
I ask you over
AgainYou only answer
Perhaps, perhaps, perhaps
If you can't make your mind up
We'll never get started
And I don't wanna' wind up
Being parted, broken hearted
So if you really love me
Say yes
But if you don't, dear,
Confess
And please don't tell me
Perhaps, perhaps, perhaps
If you can't make your mind up
We'll never get started
And I don't wanna' wind up
Being parted, broken hearted
So if you really love me
Say yes
But if you don't, dear,Confess
And please don't tell me
Perhaps, perhaps, perhaps

Cante junto!Pq essa música é pra vc Nê!!!!!
Feliz não desaniversário sis!
Lov yaa!!

setembro 12, 2007

Mais fácil aprender japonês em braille

O amor é cego. Mentira.O amor nos cega.Aliás, nada de colocar culpa num sentimento "nobre" [digno de lista de virtudes], ou de colocar a cegueira fora da gente, nós nos deixamos ficar cegos. Não queremos acreditar que a outra pessoa tem defeitos. E, believe me, ela tem, muitos.
Em busca de um príncipe perfeito, do cavalo branco, do cabelo ao vento, dos susuros ao pé do ouvido, das risadas ao por do sol, dos abraços intermináveis e dos beijos inomináveis. Ok, podemos ter tudo isso.Apenas se arcarmos com os sapos por trás dos príncepes- inclusive,todos os sapos que temos que engolir por causa deles-, com a arrogância do cavalo branco, com as épocas de marasmo, com os gritos em alto e bom som, com as lágrimas a luz da lua, com a saudade dos abraços e a falta dos beijos.
É assim, quer ser cego? Seja, mas pelo menos, aprenda a ler em braille.

setembro 05, 2007

Caixa de Pandora

- Você não entende, não é?
Seus olhos brilhavam, não sabia se eram lágrimas ou apenas uma ilusão da luz em seu rosto.Abaixava a cabeça cada vez que ficava calado, e , quando a levantava, parecia ter sua energia renovada.
Entregou-me uma caixa de veludo vermelho escuro, quase bordô. Não compreendia como aquela caixa, que guardava dentro de si um presente de aniversário (ou seria de alguma outra comemoração?), poderia atrapalhar em sua mudança.Por que uma caixa tão pequena iria fazer peso no meio de tantas caixas maiores e muito mais pesadas?
Deixou-a comigo, e , sem olhar para trás, sem dizer nenhuma palavra, seguiu em frente, andando, passo a passo, até desaparecer na imensidão do espaço.
Fiquei encarando a caixa por um bom tempo enquanto escutava o som dos passos.Sentia que , talvez, essa seria a última comunicação dele comigo.O som finalmente parou, mas a inquietação permaneceu.
O que aquela caixa tinha de mais? O que aquele presente tinha de mais? Qual era o problema deles? Analisei durante também muito tempo- se bem que o tempo aqui é meramente figurativo, nunca soube muito bem quanto tempo fiquei com ele, ou por quanto tempo o amei, sei que foi bastante, foi o bastante- procurei algo de errado nas juntas da caixa, senti para ver se me dava alergia,cherei e nada de espirros, abri, o presente estava lá , intacto.
Lembrei de quando o comprei, lembrei de como o dei; lembrei das palavras e das promessas trocadas. Este pequeno presente foi testemunha de sentimentos , de abraços, de beijos, de brigas.Aquela caixa não era apenas uma caixa, não era apenas um objeto vendido em uma loja, muito menos era aquele presente apenas um presentinho.Eram, os dois, o meu relacionamento.
De repente, não quis ter mais aquilo em minhas mãos. Não queria mais sentir o veludo, cheirar o perfume ou ver o bordô. Não queria lembrar mais de nada, nem dos momentos bons, e muito menos dos ruins.
Fechei os olhos e percebi que a caixa era um epecilho enorme na mudança dele.Não na mudança física, pois a pequenina caberia no caminhão tranquilamente; mas ela não caberia mais na vida dele. Se ele não se livrasse dela, não poderia progredir; era como se fosse uma âncora, ou uma bigorna - ri com esse pensamento, mesmo com lágrimas nos olhos- ela o prendia a tudo que tivemos.
É, tinha acabado de verdade. O que sobrou de nós dois? A caixa devolvida a qual também não sabia se queria mais.E um brilho estranho nos nossos olhos .
-Eu entendo, entendo perfeitamente.
Coloquei a caixa no bolso, podia suportar o peso dela, não queria era suportar a leveza de mim sem ela.

setembro 01, 2007

... então deita na cama!

Ninguém é muito diferente do que parece ser.
Uma maçã, realmente, não cai longe da macieira.
Eseencia? O invisível aos olhos? Balela!!Tudo balela.
As pessoas são exatamente o que deixam transparecer; tão exatamente que beira o inacreditável.
Leornado Da Vinci tinha uma técnica de pintura que chamava-se esfumiatto [acho que se escreve assim], ele nunca deixava transparecer os contornos de suas pinturas, efumaçava os cantos; para ele, existia algo entre o olho do pintor eo objeto a ser pintado, e a gente não enxerga os contornos. Verdade.. a gente enxerga as pessoas, simples como são.
Nada de leitura fria, nada de palavras significativas.
O personagem não foge muito de sua fama.
E por mais que berremos, tapemos nossos olhos e ouvidos para isso, a verdade é uma só: o que você vê é o real.
Ninguém finge por muito tempo; ninguém "é" apenas para uma pessoa;todos são o que parecem, e tudo parece ser errado.
E viva a lei de Murphy!

Se fez a sua fama...

agosto 29, 2007

Iluminismo

A liberdade de se fazer o que quer não é a mesma que aquela de se fazer o que pensa.
Nossos pensamentos nos levam a lugares muito perigosos, mares nunca dantes navegados, mares turbulentos, marés altas e baixas, derivas litorâneas que mudam o tamanho de todas as praias.
A imaginação é uma benção, a criatividade uma maldição.Quando tentamos mudar a qualquer custo tudo o que encontramos pela frente, acabamos ficando iguais ao que sempre fomos. Não importa o tempo, sempre terá algo a se mudar.
Não é questão de perfeccionisno, de obsessão, ou de toc.É questão de realismo. A verdade é que: os criativos podem sempre ter as melhores idéias, os melhores projetos, mas são aqueles que se atém ao padrão que conseguem vencer.
Mentem todos aqueles que dizem o contrário.
E mentem também aqueles que dizem que não precisam da aceitação alheia, ou que não acham que tudo se trata de uma competição.
É vencer ou perder.
Faça o que quiser, só não faça tudo o que pensa. Liberdade por liberdade, eu fico com a igualdade e com a fraternidade.

agosto 22, 2007

Conotativo e Denotativo

Pretend em inglês quer dizer fingir. É um daqueles falsos cognatos que pegam as pessoas que acham que sabem muito, ou até mesmo, aqueles destraídos.
Pretender em portugês quer dizer ter intensão de, mas ... é quase um fingimento.Há apenas uma discordância entre a palavra e o ato.
Aos fingidos há solução, podem virar atores, poetas ("O poeta é um fingidor.."F.Pessoa), e até, por que não, políticos.
Aos pretenciosos há um futuro, podem virar... jornalistas.

agosto 15, 2007

".. a vida é curta pra ver..."

A única coisa boa de se estar na beira do abismo é que dá para sentir o vento melhor.
Como cheguei aqui?
Talvez saiba explicar, talvez não. Todas as minhas dúvidas me trouxeram até aqui, e todas as falsas respostas delas.
O frio não me incomoda, muito menos a altura, ou o fato de que o chão racha a cada passo a frente que dou. Incomoda-me saber que não tem mais nenhum caminho pela frente.
A queda é iminente, o voô improvável.
É muito mais fácil pular pensando o contrário.
E, novamente , as estrelas brilham, e novamente, a lua se escondeu.
Fecho os olhos, sinto o vento, aquele que leva e trás tudo, aquele que a gente não vê o estrago que faz. Qual é a importância do que não vejo, do que sinto , do que me transborda? Qual é?
Foda-se é só um pulo.
Virão outros.
E... o vento continua a me desafiar.
A única coisa boa de estar na beira do abismo é , realmente, o vento.

agosto 12, 2007

Virada nada cultural

Um século, um mês, 3 vidas, um dia, dois dias, 3 horas.Não importa.
A gente pode mudar tudo em uma atitude, uma pequena decisão, ou em uma pequena hesitação.
O relógio nos desafia a mudar a cada segundo, ás vezes parece que permanecemos os mesmos, pedantes e inocentes crianças;outras parecem que somos completamente diferentes.Tic tac.
Os minutos não nos dizem nada, o Big Ben não bate mais seus sinos, o tempo não é homogêneo.
Esse fim de semana mudou algo, tenho certeza que irá ficar marcado como um momento de virada.Nada a ver com o Queen, apenas uma mudança de visão.
Os dias e as noites se passaram, não foram tão duras.O drama não é mais necessário.
Um fim de semana pra animar e pra acontecer.. e pra.. mudar.



[texto mediocre..sorry folks!!]

agosto 10, 2007

Segredo

"A poesia é incomunicável.
Fique torto no seu canto.
Não ame.

Ouço dizer que há tiroteio
ao alcance do nosso corpo.
É a revolução? o amor?
Não diga nada.

Tudo é possível, só eu impossível.
O mar transborda de peixes.
Há homens que andam no marcomo se andassem na rua.
Não conte.Suponha que um anjo de fogo
varresse a face da terra
e os homens sacrificados
pedissem perdão.
Não peça. "

[Carlos Drummond de Andrade]

... interessante como as pessoas nos surpreendem a cada dia...

agosto 05, 2007

Qndo a paixão é gde, vale a pena o exagero...

Nada é real, e não devemos nos importar com isso.Viver é fácil quando fechamos os olhos, deixamos ir, não nos preocupamos com o que não entendemos!Não importa o que somos, ou o que tentamos ser constantemente. Não importa!As árvores estão vazias, ou não, depende do ponto de vista, do ângulo de visão.E não é tão ruim quanto imaginamos, a solidão e a vida!Sei quando sonho, sei quando sou eu, sei?Um não significa um sim, um sim significa um não, tá tudo , tudo errado.Não quero concordar nem discordar, apenas fugir, ir para esse lugar....para sempre!

[para ler escutando Strawberry fields forever- the beatles]

Esse est percipi

Pensamentos difusos não podem ser traduzidos em palavras.Mentira, podem, mas as palavras não criam um sentido em seu conjunto, não forma um texto coerente, objetivo e dentro de todas as regras da gramatica e da sintaxe.
Daí surgiu a artemoderna: o desejo de se falar algo, o desejo de gritar um grito desumando que é sempre uma maneira de ser escutado [valeu Chico!], a necessidade de extravasar todos os pensamentos possíveis em um só canal.
Telas, papéis, cerâmica, argila,palcos, banheiros públicos, paredes, muros...
Mas ela não é bela, não é sublime, não é harmoniosa.Escuto você dizendo isso!E... quem o é?
Adoro falar de arte, adoro entendê-la, adoro contemplá-la. Dar a ela o tempo que não dou a mim mesma.
O artista é cada um, apesar do quadro estar já pintado na sua frente, e de você achar que não pode fazer mais nada: é mentira! Os artistas somos nós!
A iluminação do palco, as nuances do cenário são feitas para serem percebidas, para serem notadas por cada pessoa da platéia, e para que cada pessoa da platéia veja de um ângulo diferente e entenda segundo sua própria visão.
Essa é a beleza da arte! Mesmo desentendida ela acontece, mas, ela tem que ser vista!



PS: ainda to na facul de jornalismo.. e eu me pergunto..POR QUE????

agosto 03, 2007

Cansei

Cansei de olhar o jogo da torcida, ou pior ainda , do bando de reservas, ou pior, pior ainda, do escanteio.
Cansei de errar toda vez,achando com toda a plenitude de meu ser, que tinha acertado.
Cansei de acreditar na reciprocidade, ela não existe pra mim!
Cansei de pensar em vão, falar em vão e de não agir.
Cansei de ser desse jeito, previsível, sensível, destrutível e sucetível.
Cansei de perdoar , de ser perdoada e de pedir "perdão".
Cansei de mentir e de falar a verdade.
Cansei de esperar em pé, sentada, deitada por uma pizza que nunca vai chegar.
Cansei de botar espectactivas em tudo.
Cansei de não saber de nada e de tentar entender tudo.
Cansei de saber que o tempo cura.
Cansei de ser feita de idiota, nem que seja por mim mesma.
Cansei de ser loser.
Cansei de achar que posso ser algo que DEFINITIVAMENTE não sou [bonita ou com muitas qualidades].
Cansei de me sentir burra.
Im just...to tired to think in portuguese..
Too tired to translate everything.
Too tired..
Let me just..take some rest.

Sailor Moon


As marés sobem quando a lua fica cheia, e descem quando a lua fica mingüante.Sim, isso faz parte da minha formação caiçara [isso e o fato de saber se vai chover ou não só de olhar para o mar..rsrs].
Nos hospitais sempre tem mais gente no plantão dos dias em que trocam de lua, dizem que são os dias mais propensos ao nascimento de crianças.
Na astrologia a lua indica uma parte da sua personalidade, dizem que somos de um signo e temos a lua em outro.
Dizem que São Jorge vive na Lua com seu dragão e com sua espada;que o homem já pisou nela once; que ela é responsável por tudo relacionado à sexualidade feminina e que ela transforma homens em lobisomens .
Não, não vi a lua ontem, embora quisesse muitotê-la visto sob o teto do canil.Não, não quero saber se o que eu vi ontem foi apenas o seu lado oculto.Não.
A lua não apareceu ontem, mas mesmo assim, vi as estrelas.

julho 30, 2007

Good Morning!

-Bom dia
-Bom dia - respondeu de maneira automática, quando levantou a cabeça , viu o rosto dono da voz .De repente, tudo ficou vermelho, azul, roxo, preto, multicolorido.
Lembrou -se de tudo, risos a meia noite, brigas ao meio dia, beijos inconsequentes, lençóis bagunçados, cozinhas desarrumadas, olhares alucinantes e mãos descomportadas.Será que a voz do Bom dia, lembra-va se disso também?
Lembrou-se de todos os momentos juntos e de todos aqueles que passaram separados.Tudo era recordação, tudo eram sensações, tudo, tudo e ao mesmo tempo, nada, a voz vaga, o olhar difuso e o rosto mais que conhecido. Sabia que conhecia todos as marcas daquele rosto, todas as expressões,todas as possíveis máscaras. E mesmo assim, o bom dia lhe pareceu estranho, vazio.
Como tanto tempo de vida em conjuto, como uma história poderia desaparecer em duas palavras?
O destino tinha levado essas duas pessoas , tinha feito-as cruzar os caminhos, para depois separarem-se e se darem cordiais, e frios, bons dias?!
Não era questão de destino, era questõ de sorte, pensou aristotelicamente.Então falou para a figura que tinha acabado de lhe passar:
-Boa sorte.
- Boa sorte- as costas lhe responderam.
Uma maneira muito melhor de se acabar com uma história, com sorte e sem pretensão.