outubro 24, 2009

Por que sorriste?

Gozado falar de sorriso enquanto choro, compulsivamente. Felizmente esse choro não é de tristeza, nem de mágoa, muito menos de ódio, é de amor. Queria me responder a questão da onde vem meu sorriso, encontrei a resposta no meio dessas lágrimas.

Meu sorriso vem de dentro de mim, mas não vem sozinho. Porque, só, não chegaria onde estou. Porque é, exatamente, o jeito que reajo àquilo que é externo a mim que me fez sorrir dessa maneira. E outra coisa vem junto desse sorriso, o entendimento de que a ajuda dos outros não minimiza a minha própria força.

Tenho anjos da guarda em terra, pessoas que me protegem e que são, igualmente, protegidas por mim. E é por eles, e por mim, que choro. É por causa deles tenho a coragem de chorar, tenho a força de saber que as coisas vão melhorar. Eles me inspiram, me apoiam e me motivam, não importa como.

E, esse texto, que tinha como objetivo principal explicar algo de maneira 'poética', vai acabar da maneira mais piegas possível, com um agradecimento. Obrigada meus anjos, sempre.


outubro 10, 2009

Relief

Acredito que as pessoas mudem sempre para melhor. Realmente acho que a tendência de todos é rumar para uma evolução. Mas, e sempre tem um mas, essa evolução é marcada com alguns sacrifícios.

Vou falar a real agora, e nada da verdade codificada como venho escrevendo há tempos. Os códigos podem ser facilmente decifráveis, mas ainda são códigos. Sinto que fui eu o sacrifício de algumas evoluções.

Dói? Para caramba. Rasga. É como se tivessem tirando uma parte de você, uma parte que você conhecia, confiava e se apoiava. Arde? Muito. Como fogo na madeira norueguesa. Traumatiza? Bastante. Cão que morde cobra nunca mais come linguiça. Cicatriza? Com dificuldade. A pele danificada demora a crescer novamente. Mata? Não. Minha vida não está na mão de ninguém , além da minha.

Por momentos, passa pela cabeça uma imensa vontade de chutar o balde, tocar o foda-se e colocar tudo a perder. E chegar e falar :"Hey, por que fui eu a escolhida? Hey, por que exatamente esse sacrifício?" Tem horas, pra falar a verdade, que eu acreditava que nem se tratava de um sacrifício, tratava-se de um alívio para a outra pessoa.

De repente, a dor para. Parou porque não tinha como doer mais. Não tinha mais lugar, não tinha mais intensidade. É quando percebi que a evolução foi minha, e não de todas as outras pessoas. Que o sacrifício foi meu, e não importa as outras pessoas.

É um momento de egoísmo muito importante, porque me fez ver qual o meu lugar no mundo, qual é o meu tamanho perante o espelho. O que sou e quais são os meus limites. Porque aquilo que falei da dor parar porque não tem como doer mais é um limite, um limite só meu, que pode ter sido imposto por uma situação externa, mas eu que estabeleço.

Os motivos, os porquês, as razões e contra-razões, os arrependimentos não valem em nada mais. Nada mais redime ou me faz esquecer a situação que passei. Transmutação e transformação. Não, não é mágoa, ou amargura, ou rancor, é evolução.



setembro 15, 2009

Full Circle

Turn around. Turn around. Turn around.

Spin around. Spin around. Spin around.

O mundo gira. Enquanto isso, as cores e os flashes passam na frente dos meus olhos. Como se estivesse rodando mais rápido, cada vez mais rápido.

O equilíbrio se vai, junto com toda e qualquer ideia de fixidez. Mas, antes de cair, uns segundos antes de perder totalmente a noção, a imsensidão toma conta dos pensamentos e, por uns milésimos de milésimos de segundo, consigo entender a razão do mundo girar.Então caio.

Ao cair, levo as luzes, as cores, os flashes ainda presos aos meus olhos. Caio. Fico no chão. Deitada, o mundo ainda gira. É engraçado, mas enquanto você está rodando, enquanto você está ativa, tudo parece fazer muito mais sentido. Agora, quando está deitada, num chão que está, sim, girando, mas numa velocidade bem menor que a sua, a convulsão parece uma grande bobeira.

E, lógico, começam a vir os efeitos colaterais, a náusea, a tontura, o mal estar. Valeu a pena ter girado tanto? Será que a sensação foi tão boa assim? Será que o momento lisérgico era para durar pra sempre?

Nada importa. Já estou no chão. Já parei.

O mundo gira. Mas isso não significa que temos que rodar junto. Muito menos que não possamos fechar os ciclos.

setembro 04, 2009

Hay que endurecer se

Laços fora! Toda independência necessita de uma morte. Algo precisa morrer para outro nascer. Não há coexistência, não há uma co-vivência. Duas matérias não ocupam o mesmo lugar ao mesmo tempo no espaço. Duas ideias distoantes não sobrevivem numa cabeça só.

O processo de independência traz uma série de batalhas mortais intrínsecas. Espadas se degladiam, gritos se sobrepõem, socos voam pelo ar, é violento. Pura violência. Não tei como se sair ileso quando se entra na guerra para machucar. Tem, apenas, como aprender a curar as feridas mais rápido.

E não é só a morte que faz com que algo viva. Não é automático. Precisa-se do ritual: o funeral, o enterro, a missa de sétimo dia. No fim da guerra, contar os mortos é o que necessita ser feito, este cansativo e degradante trabalho manual necessita ser feito.

Revolução! Sem ternura, sem compaixão, sem piedade. Revolução pura e simples.Porque, algum dia, a borboleta precisa destruir o casulo, por mais seguro, bonito e compreensivo que ele seja.

Viva la revolucion!

Laços fora! Indepenêndia e Morte!

agosto 31, 2009

Colours


Equinox (Hans Hoffman, 1958)

Que raios?? Que porra é essa? Como assim chamam isso de arte?? Eu faria melhor, me dá um pincel, umas telas e uma tinta, vai!

Será que faria?

Sei que é o blog 'errado' pra falar sobre isso. Porém, cada vez mais chego a conclusão de que a vida imita a arte. As cores que vemos no mundo são, apenas, a imitação das cores que esses pintores, os 'abstratos', colocam em suas telas.

Mentes pragmáticas e fechadas tendem a desgostar de arte abstrata em primeira instância. Isso porque elas não tem, pintadas, exatamente o que representam. Não tem o desenho, muito menos a sugestão de alguma alegoria.

É uma bobeira procurar representação gráfica em todo e cada quadro feito no mundo. É como tentar procurar explicações para todas as músicas e sentido em situações exdrúxulas.

A mente é condicionada a procurar o código, a achar o que este significa. Escanea-se quadros dessa forma, e, quando se percebe que ele não vai "passar mensagem nenhuma", começam a criar nomes pejorativos "esse borrão de tinta", "desenho de criança".

Como esses caras representam o mundo em que viviam, o nosso mundo? Cores, texturas, materiais, mistura de tons. Afinal, o mundo não seria isso? Será que vale a pena tentar achar o sentido por trás de cada ato, palavra ou desenho? Será que, por uns instantes, não é melhor admirar, apenas admirar?

É o medo que faz com que os 'desentendidos' não gostem. O medo de admirar apenas porque é bonito, apenas porque tem cor.Gostar apenas.

Nada é para sempre. Cada quadro é um retrato de um momento [sublime ou não] que passou e nunca mais voltará. Uma ideia que passou pela cabeça, um sentimento que chegou às mãos, e aos pincéis e às telas.

Nuances. Os sensíveis enxergam nuances ao lidar com qualquer situação, enxergam transições e transformações pequenas. Como o fato do verde quando colocado do lado do vermelho, mostra mais cada uma dessas cores. Ou, como o céu durante o entardecer fica com, pelo menos, 3 tons de vermelho-alaranjado.

É, nem todos sabem observar. Ou melhor, nem todos querem observar. É, realmente, mais fácil viver num mundo de forma e conteúdo que num mundo de formato e preenchimento.

agosto 24, 2009

Sou eu

Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,
Espécie de acessório ou sobressalente próprio,
Arredores irregulares da minha emoção sincera,
Sou eu aqui em mim, sou eu.

Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.

E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconseqüente,
Como de um sonho formado sobre realidades mistas,
De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico,
Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.

E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua,
Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda,
De haver melhor em mim do que eu.

Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa,
Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores,
De haver falhado tudo como tropeçar no capacho,
De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas,
De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida.

Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica,
Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar,
De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo —
A impressão de pão com manteiga e brinquedos
De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina,
De uma boa-vontade para com a vida encostada de testa à janela,
Num ver chover com som lá fora
E não as lágrimas mortas de custar a engolir.

Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado,
O emissário sem carta nem credenciais,
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,
A quem tinem as campainhas da cabeça
Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.

Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.

Sou eu mesmo, que remédio! ...


[Álvaro de Azevedo]


agosto 21, 2009

Amor Fatis

O mais estranho de se perder uma pessoa não é a saudade imensa que ela deixa. É a lacuna que ela deixa aberta quando parte. É a falsa sensação de liberdade.

Ninguém é substituível, portanto, aquele local ficará vazio provavelmente para sempre. Vazio não, não no vácuo, cheio de lembranças. Lembranças que por um tempo torturam, depois machucam, depois fazem diferença, depois alegram, dpois são estocadas junto às memórias de todos, depois não são mais lembradas.

No começo, as memórias são tão fortes que chegam a ser corpóreas. Dá para tocar, sentir o que a pessoa era para você. E, em alguns momentos, se você se concentrar e fechar os olhos, sentirá um pouco da presença dela ao seu lado.

A saudade é uma via circular, indo de cima abaixo de nossos sentimentos. Passam pela tristeza, pela raiva, pela alegria, pela felicidade, pelo ostracismo para voltarem para a tristeza e raiva e alegria.

E nesse meio tempo somos obrigados a continuar. Continuar vivendo, continuar sentindo, continuar observando.Forçados a perceber que não se pode parar, não se pode forçar. Há vida depois da desistência. O vazio diminuirá pouco a pouco, assim como outras presenças se tornarão mais importantes.

Transição, movimento, transformação. Nessa brincadeira, aprende-se que a única possível fixidez de nossas vidas reside dentro de nós mesmos.

Os vazios, ou pseudo-vazios, sempre existirão. Pessoas vão o tempo inteiro. Importâncias se deslocam a todo momento. Para nós, a única coisa que existirá será ... a nossa vida.

Tudo passa, e nós ficamos. E passamos da vida de outras pessoas.


agosto 11, 2009

W.O.

Chega uma hora em que se desiste.

Desiste de tentar, desiste de não conseguir, desiste de dar com a cara na parede, desiste de limpar o sangue, desiste de correr até os tijolos denovo, desiste. Simplesmente desiste.

É impossível não sentir uma frustração subir, ou descer, ela não tem um caminho muito fixo. É aquele sentimento que vem logo depois de uma derrota. Mas não é uma derrota comum, você quase conseguiu, você quase venceu, mas, no finalzinho, perdeu. Perdeu, não foi pro pódio, ficou só olhando.

O pior ainda, é ver que quem está em primeiro lugar conseguiu naturalmente. Sem nenhum dos seus esforços, sem nenhuma de suas dores, sem sangue, sem raça, sem nenhum do seu entusiasmo - aquele mesmo entusiasmo que era a sua marca registrada, era seu diferencial, que no fim, não ajudou em porra nenhuma. Sem nada. Apenas conseguiu. 'Just Because'

Humilhação.

É nessa hora que você percebe que se iludiu o tempo inteiro. Quis criar para você mesmo uma falsa imagem de vitória, tentou mentalizar, em vão, o ouro. Você nunca esteve em primeiro, na verdade, nunca esteve perto do pelotão principal. Ficou sempre à margem. Sempre em segundo plano. Correndo, correndo, se cansando, respirando, parando para descansar, e correndo denovo, denovo, denovo, algum dia teria que ganhar, era o que pensava.

Foi porque quis assim, alguns falam. Na verdade, é também nesse momento, que percebe que as pessoas não vão passar para te dar uma mão, mesmo se você tenha feito isso por elas. Elas estão ocupadas demais aplaudindo os campeões. E você vai ficar escutando os aplausos ecoarem como barulhos ocos no vazio, cada palma batida, é uma parte de você que se quebra, é uma parte da sua personalidade, é uma parte do seu esforço.

Inveja. Inveja. Inveja.

Tudo, todas as emoções que achou que um dia eram boas te corroem. Como um ácido. Como naqueles desenhos de gráficos das aulas de Química. E essa corrosão dói. Dói na alma. Dói na consciência. Na sua eterna má-consciência.

Talvez você não devesse ganhar, mesmo. Talvez a outra pessoa estivesse mais apta, fosse mais habilidosa, tivesse mais talento. É, talvez esse prêmio não queira dizer nada.

Afinal, você sempre soube que era uma perdedora mesmo.

julho 20, 2009

Noite de Carbíria

Sempre tive medo do escuro, pensou ao abrir os olhos e perceber que não houve diferença alguma na luminosidade.Piscou mais uma vez e as trevas ainda prevaleciam.

Por um instante não soube o que fazer. Possibilidades infinitas passaram por sua cabeça, ou o que pareciam infinitas no momento. Não tinha o hábito de contar as opções que lhe ocorriam na cabeça quando era obrigada a enfrentar situações difíceis.

Um estampido forte a acordou de seu devaneio de divagações desconexas. Aparentemente, algo de vidro havia quebrado. O barulho parecia vir da cozinha.

Tateou a parede áspera à sua direita, procurou algum ponto de equilíbrio. Já sabia onde estava, alquns passos a separavam da porta do quarto. Até a cozinha, porém, seria um grande caminho. Ou tão grande quanto poderia ser numa casa escura, no começo da noite.

Odiava sentir que sua visão sumira, por isso o escuro lhe apavorava tanto. Desde pequena as cores saltavam aos seus olhos, as letras, os desenhos, posteriormente, os filmes e os quadros. Vivia para os olhos, vivia por causa deles. Ter este sentido roubado, sem mais nem menos, era uma verdadeira tortura.

O cérebro se adapta facilmente, pensou ao descobrir que sabia o caminho do quarto para a cozinha de cor. As mãos passavam pelos dois lados do corredor, o barulho da pele roçando com a parede ecoava no ar, o silencio, para ela, era também a falta de luz...mas nos ouvidos.

Riu sozinha dessa insanidade sensorial. Os ouvidos nunca perceberiam as trevas. Para eles, as cores não importam, tão pouco as tonalidades ou as luzes duras e difusas do mundo. Os ouvidos...ouvem.

A sala lhe pareceu cada vez maior, os seus passos não ecoavam mais, sentia o tapete com seus pés descalços. Essa sensação lhe fez parar de sopetão: estava descalça!!! Como poderia entrar numa cozinha provavelmente cheia de cacos de vidro sem saber onde podia ou não pisar?

Arriscaria ou não a integridade de seus pés? Outras questões lhe incomodavam nessa hora: por que a luz acabou? Será que alguém deixou de pagar a conta? Será que estou cega? Alguma ecatombe se caiu na cidade, e os bairros ficaram sem energia elétrica? Enquanto as perguntas surgiam, cada vez mais exageradas e desesperadas, respirou e tomou uma decisão, fez uma escolha: continuou seu caminho.

Resolveu desbravar a cozinha e o piso de vidro quebrado. Nada resolveria aquelas questões, provavelmente, saberia das respostas mais tarde. Se não as tivesse, então não seriam as respostas que queria, ou não teria feito as perguntas de maneira correta.

De qualquer maneira, as velas e os fósforos estavam na gaveta de talheres, mesmo. A luz valia aquele pequeno risco.

julho 01, 2009

T.O.C, T.O.C, T.O.C

Não uso chaves, não bato, não toco campainhas: enfio o pé logo e entro pela porta. É uma garantia que tenho de que ela irá abrir, mesmo quando estiver trancada.

maio 14, 2009

Comparações

Como se tudo na minha vida perdesse o sentido por alguns instantes.

Como se tudo parasse, e eu pudesse analisar, friamente, os detalhes sórdidos das cores.Mesmo a cena estando em sépia.

Lógica? Razão? Ahn?

Como se, ao mesmo tempo, eu guardasse dentro de mim todos os segredos, de todas as loucuras do mundo. Do meu mundo.

Um ônibus lotado, uma cabeça vazia, uma vida quase completa. Mas, e o que mais?

Como se eu parasse de procurar, incessantemente, por olhares de correspondência. E passasse a encontra-los, sem querer, ao me encarar no espelho.

Memórias, lembranças, tempos. Há tempos.

Como se voltasse ao que era, mas em um universo paralelo. Naquelas doideiras de tempo relativo, de mundo relativo, de opinão relativa. Relalções relativamente relativistas.

Nada mais. Nada menos. Nada apesar. Apenas o ponto. Apenas o objetivo.

É como se eu estivesse vivendo...

março 03, 2009

fevereiro 08, 2009

Sem cortes, sem censuras

[Vamos a um lugar em que os palavrões não podem ter censura, certo?!]

O mundo é composto de vários tipos de filhos da puta que, com suas filhasdaputagem, fodem com o planeta É quase uma ação recíproca, o mundo fode com os filhos da puta, e eles fodem com o mundo. Para falar a verdade, acontece mais da segunda opção.

Mas, vamos ao propósito do texto, que te ajudará a saber com quais tipos de filhos da puta você tá lidando! Já que existem tantos no mundo, posso, com certeza, afirmar que existem dos mais variados tipos:

Existe o filho da puta sincero, ou seja, aquela pessoa que não mede esforços em ser sincero com você. Isso pode ser muito bom, uma vez que esta pessoa nunca lhe será falsa ou mentirosa. Porém, por falta de dosagem, este ser pode se tornar o filho da puta sem noção que consegue te deixar pra baixo nos momentos em que você não precisa.

Existe o pseudo-filho da puta, que é aquele que acha que sempre faz mal aos outros. Mas, sem querer faz bem. Isso acontece quando este tipo fala uma coisa ruim, achando que vai se dar mal, e acaba tomando na cara, e vendo que, na verdade, aquela coisa deveria ser dita mesmo.

Existe o filho da puta sádico, aquela pessoa que além de ser filha da puta, adora estar neste papel. Adora torturar, adora falar quando não deve. Adora saber que não faz bem para aqueles a sua volta. Esse sadismo pode ser sasonal, ás vezes é bom ser filho da puta com outros certos filhos da puta que nos rodeiam, não é mesmo?!

Existe o filho da puta inocente, e, acredite, estes se enquadram em um dos piores (só perdem para o último que citarei abaixo) É aquele que não sabe, mas tá fazendo filha da putagem. Diferente do pseudo, ele não acha que está fazendo mal, muito pelo contrário, acredita que esteja fazendo o bem. Ou, que, pelo menos, não esteja fazendo nada de mais. A egocentria filha da pútica deste ser impede que ele veja que as suas ações tem consequencias sobre as outras pessoas, por isso, ele é um dos piores.

E, por fim, existe o filho da puta ator, e, como já dito, este é o pior de todos. O filho da puta ator, tem noção de que está te fodendo, tem noção de todas as coisas que faz, mas não mostra isso pra ninguém. Para falar a verdade, ele mostra que se importa com todos a sua volta, age como se não fizesse filhadaputagem nenhuma, com ninguém, nunca! Dele você não espera nada, e é dele que você toma as piores rasteiras.

A maioria dos casos acima podem ser perdoados, porque fazem parte de personalidades, fazem parte do caráter das pessoas, e, no final das contas, não são estados permanentes destas, são facetas que elas resolvem ou não adotar. Agora, o filho da puta ator, não. Porque, isto tem outro nome: falsidade.Ou seria insegurança?!

Enfim, tomem cuidado. Há filhos da puta em todos os lugares. Inclusive em você mesmo!

janeiro 19, 2009

100%

Resolvi que irei ler todos os livros já escritos. Olhar todas as revistas já publicadas. Ver todos os filmes já dirigidos, por todos os diretores, de todos os tempos.

Assistir a todas as séries, rir de todas as piadas (mesmo as conhecendo de cor e salteado). Ver todos os quadros, das pinturas Rupestres até o mais-alto-modernismo-de-NY-em-09. Descobrir todas as religiões, todas as línguas de todos os países desse planeta, quiçá de outros.

Falar com todas as pessoas. Conhecer todas elas. Conhecer profundamente todas elas. Procurar padrões, destruir padrões, criar padrões. Trendsetter e Trendmaker.

Aprender sobre Física, Economia, Política, Química, Matemática, Informática, Psicologia, Psiquiatria, Filosofia, Medicina, Moda, Artes, Literatura , Cinema ...e por aí vai.

Resolvi ser completa e profunda.

Compleitude. Sim, ás vezes a gente consegue achar sozinhos.

dezembro 30, 2008

Novas Resoluções, em outro ano

(pra não quebrar a tradição)
Ou Em 2008 aprendi que...
* Que um lugar branco não tem nada a ver com o céu.
* Que pintar é mais estranho que ser pintado.
* Que os apartamentos do Copam são horríveis!
* Que o nervosismo pode trazer dores de cabeça, além da tão conhecida febre.
* Que a saudade se torna parte da rotina se a gente deixar.
* Que algumas rotinas trazem saudades se a gente quiser.
* Que a desistência é sedutora, e a resistência cansativa.
* Que mudar de cidade não é mudar de planeta, mas é quase.
* Que, às vezes, tudo oq preciso é de um ombro.
* Que, às vezes, tudo o que preciso, é...bem mais do que os ombros....
* Que minha moral pode ser flexível, mas ela tem que existir!
* Que um café da manhã no Habib´s pode ser bom.
* Que nem sempre Beatles me anima.
* Que conheço o John, o Paul, o George e o Ringo, pessoalmente!
* Um mantra : "Não responde. Não responde. Não responde."
* Que um professor pode sim foder cm a sua vida.
* Que cortar jornal é um trabalho chato, mas fazer um, pode ser divertido!
* Que o "academiquês" até que não é dificil, mas prefiro ser "coloquial".
* Que existem life-changing-enterviews.
* Que a biblioteca da FFLCH é fantástica! E algumas aulas e alunos também!
* Que é, no minimo, fantástico poder estar na Paulista em 5 minutos.
* Que é, no mínimo, fantástico poder andar pela Paulista por mais de 3 horas.
* Que adoro os bancos do Metrô, mas continuo odiando andar nele!
* Que adoro a estação Sumaré.
* Que posso chamar a Vila Madalena de Casa, e Pinheiros de quintal (ou de casa também?).
* A utilidade divina dos lápis brancos!
* A utilidade censória dos lápis vermelhos!
* Que existiu a chamada "Censura Estadual", em São Paulo, durante muito tempo, mesmo antes da Federal, e que ela teve muitas consequencias nas produções culturais do estado.
* Que um filme de Fellini pode traduzir tudo o que penso; e um outro dele, pode ser quase o contrário.
* Que quando se começa o ano com Chaplin, é certo que se terá contato com P&B o ano todo.
* Que, putaquepariu, como é bom fotografar!
* Que jogar Uno pode ser viciante!
* Que todos os [meus] caminhos me levam às artes; mas não sei se tenho coragem de segui-los.
* Que algumas coisas se abrem na Abril [mas, outras se fecham!].
* Que o joelho é meu ponto kármico!
* Que o mundo pode ser dividido naqueles que te fazem cair, e naquele que te ajudam a levantar.
* Que a pior burrice é aquela escondida sob a máscara de inteligência.
* Que não sei esconder tanto assim o meu ciúme.Droga!
* Que quando o campo é meu, a bola é minha, posso terminar o jogo quando quiser!
* Que a medicina é algo mais que louvável, mas não é pra mim.
* Que um "eu te amo" pode ser confuso, érbio, confirmativo, reafirmativo, indicativo ou conclusivo. Mas sempre são surpreendentemente estarrecedores.
* Que um grupo unido é aquele que sabe se dividir por uns tempos. [mas que sempre volta]
* Que não devo, não devo, misturar vodka, vinho, cerveja, caipirinha e rum, never ever again.
* Que não há nada mais ... down... que chorar no meio de uma praça de alimentações, tá, tem, chorar no ponto de ônibus e/ou metrô.
* Que tive uma boa criação, com certeza.
* Que desconstruir é edificar ["Whats wrong with a little destruction?"].
* Que há uma certa beleza na desuformização.
* O processo de eleição americano!!
* Que não é errado querer o diferente.
* Que a intimidade pode aparecer e desaparecer em uma noite.
* Que o número de estrelas é diretamente proporcional ao número de besteiras ditas enquanto as observam.
* Que, na vida real, as cenas em aeroportos podem ser estranhamente doloridas.
* Que andar pelo Gonzaga é bom, seja de baixo de sol ou de chuva [ou de uma puta chuva]!
* Que, no final das contas, foi o humor que segurou o ano inteiro.
* A passar maquiagem de maneira decente!
* Que em certos momentos, o Ashton Kutcher devia sair de onde estava escondido e falar logo, "U ve been punked!".
* Que a Pedroso termina [ou começa] na Praça Panamericana!
* O mapa das linhas verde, azul e vermelha do metrô.
* A rota de alguns ônibus!
* Que não devo temer [tanto] São Paulo!
* Qual a sensação de se dormir abraçado com alguém!
* Que a vulnerabilidade, ou a falta dela, pode explicar muuita coisa!
* Que, às vezes, parece que os diálogos são roteirizados.
* A escrever "Feliz Aniversário" em, pelo menos, 15 línguas diferentes.
* Que a companhia vale, mas ter que escutar Guns num show, é algo que tem que ser cobrado!
* Que não consigo "não reagir" ou "não falar" ante a um assunto ou ação que me incomode.
* Que os anjos tem sexo, sim.
* A cozinhar alguns itens de maneira correta, mas não sem fazer bagunça!
* Que a pessoa que inventou a máquina de lavar, precisaria ser canonizada!
* Que os Zeppelins voam direto para além do arco-iris. (ficou piegas, mas nao podia perder a piada!)
* Que é divertido juntar 15 pessoas num mesmo bar, mas, às vezes, apenas 4 ou 6 resolvem bem o problema.
* Que o rum serve para mais coisas, além da tão-famosa cuba-libre.
* Que a junção de Cindy Lauper , Bowie, Justin e Britney, pode dar certo!
* Que não há nada como escutar Beatles, no meio de uma pista de dança.
* Que não há nada como escutar [e comentar!] Beatles, sentada na mesa de um bar.
* A minha possível tendência a ir pra Dinamarca [amém]!
* Que, na real, inflar um pouco o ego faz beeem.
* Que nem todo William é Windsor.
* Que se pra dançar o créu precisa ter disposição; pra ver alguém dançando, precisa ter abstração!
* Que a Augusta pode até que ser frutífera!
* Que quero escrever críticas de filmes pra New Yorker, manhê!
* Que pago pau apra jornais antigos!!
* Que tem um sueco que é muito bom em ganchos de direita....
* Que numa noite não aguento três filmes, agora, uma discussãozinha...
* Que, quando uma música da Chiquititas vira motivo de briga, quer dizer que tem algo errado, ou tão certo que não se vê.
* Quem foi Augusto Boal, e o que ele fez.
* A genialidade de Plinio Marcos e Cacilda Becker.
* As teorias de Berthold Brecht, Peter Szondi e Anatol Rosenfeld.
* Que tem Foucault em tudo!
* Que tem Beatles em todas as músicas!
* A diferença entre Death Metal, Black Metal, Death Metal Melódico, Power Metal, Trash Metal e Prog. [¬¬]
* Que , não adianta, existem pessoas que vão continuar sendo idiotas.
* Que por trás de tanta falta de explicação, há sentimentos!
* Que não tenho nada contra cabelos compridos, mas prefiro manter o meu curto!
* O meu livro predileto "O Conto da Ilha Desconhecida"
* Que meus pais são humanos.
* Que minha família é uma novela, Deus meu!
* Que existem tipos dolorosos de silêncio.
* Que a viagem do metrô Vila Madalena até a Conselheiro Nébias em Santos, dura exatas 2 horas e meia.
* Que dividir a casa, não significa perder a privacidade.
* Que , dormir é só depois da meia noite.
* O relativismo das coisas.
* Que não é fácil fazer uma pesquisa eleitoral!!!!!!
* Que é divertido planejar o design de uma página, bem como valorar notícias e posições.
* Que preciso ter mais atenção na gramática. [Mas, quando tem %, o verbo pode sim concordar com o termo mais próximo, humpf!]
* Que a Dercy era mortal(!!!).
* Que não deveria dizer internas em voz alta....mentira!
* Que no mar profundo, o perigo de afogamento é maior, assim como a liberdade de se nadar.
* Que se reerguer é sempre preciso.
* Que a breguice está escondida.
* Que a consideração nem sempre está estampada na cara.
* Que feels great ter privilégios.
* Que não há nada que não se possa ser analisado (no CAC, enquanto se toma Toddynho).
* Que devo me manter longe do CAC. Devo me manter longe do CAC!
* Que a maturidade aparece naturalmente nos momentos em que achamos que tá tudo igual.
* A utilidade [??] do Twitter.
* Que o grupo de emails pode servir para se falar besteiras.
* Que se pode falar coisas sérias [demais] por email.
* Que eu odeio a Espanha!
* Que no means no!!
* Que pizza combina com quarta, com quarto e com quartetos [ou tercetos, ou duplas..sei lá, neah?].
* Que o horizonte pode ser belo, lindo, mas, acredito muito mais naquele tal de santo Paulo.
* Que há uma certa..magia.. no cruzamento da Ipiranga com a São João.
* Que, meninas, se a gente sobreviveu ao show do Zé Ramalho e ao JUCA, no mesmo ano, a gente sobrevive a qualquer coisa!
* Que por mais que goste de atores, atuações me irritam, principalmente quando feita por amadores.
* Que há transparência em rios profundos.
* Que sorvete é bom, mas pode ser melhor às 4 da manhã!
* Que o tempo continua passando!!
* Que não devo usar chinelo na livraria Cultura!
* Que posso, sim, dar bjomeliga.
* Que o que foi dito num porão da Augusta, pode ser repetido mentalmente.
* Que "tudo é risível, e divisível".
* Que intimidade é uma merda! rsrsrs
* Que saber das intimidades também pode ser uma meerda. [Ou não.¬¬]
* Que pode não haver seriedade em uma entrevista "política".
* Que há mais num "Cala a boca" que se possa imaginar.
* Que oq Woody Allen, Almodovar, Fellini , Bergman e Greenaway uniram,não se destrói.
* Que... existe uma infinitude mesurável em 366 dias.
* Que 2007 foi UAU, e 2008...UOU.
Acho que ..é isso.
Ou quase
Não sei o que achei direito deste ano tão..inconstante.
Passei por situações estranhas, por situações estressantes, por situações sem saída, por situações incríveis, e por situações aliviantes....
Que venha, que veeeeeeeenha 2009.
Com minha lira dos 20! E meu Clube dos 10, rsrs.
Bom ano novo a todos!!

dezembro 14, 2008

Um, nenhum e cem mil

Costumo observar duas vezes as pessoas. A linguagem corporal,os gostos, os olhares, as medidas de proteção e as manias. Não faço isso inocentemente, é lógico.
Assim posso conhecer todas as barreiras que posso transgredir. Conheço todos os buracos que irei passar.
Queria muito dizer que esses métodos são infalíveis. Mas... não.
Quando travo, paro de olhar para os outros. E passo a olhar pra mim mesma olhando os outros. Controlo maneiras, palavras e pensamentos. É um controle tão pesado, que soa natural. Como se ligasse um botão de salvamento. Como se essa censura fosse a válvula de escape, a saída de emergência para quando ocorrem incêndios.
Então, quando soa a sirene dentro de mim, e o botãozinho tá quase prestes a ser acionado, posso tomar dois caminhos (como tudo em mim mesma, dois caminhos diretamente opostos): ou me calo, ou falo qualquer coisa que estiver na minha cabeça.
De qualquer maneira, não levo a melhor.

To começando a achar que o Pirandello tava certo!

dezembro 11, 2008

Les Nabis

Mudei cores, mudei tema, mudei tudo.
Aleluia.

Ás vezes é preciso colocar uma certa cor nas coisas, para ver se elas ficam mais apetitosas.
Outras, é preciso tirar a cor das situações, para que elas sejam menos sedutoras.

Atire a primeira pedra aquele que nunca viu as cores primeiro.
Quem nunca quis que a vida fosse um pouco mais rosa, azul, roxa, verde ou navy.

Prefiro as cores fortes. As marcantes.
Aquelas que deixam uma vontade enorme de olhar mais vezes, de procurar, de descobrir. Por quê aquela escuridão, a obscuridade? O que tem por de trás da tela fauvista? As cores, os símbolos. A profundidade.
Porque, de verdade, estou cansada dos tons pastéis, dos crus e dos falsos rosas bebe.

[Afinal, apenas uma falsa intensidade se esconderia numa fachada clarinha.]

novembro 16, 2008

Por falta de texto...


"Mie care, la felicità consiste nel poter dire la verità senza far mai soffrire nessuno" (Guido Anselmi)

"Ma che cos'è questo lampo di felicità che mi fa tremare e mi ridà forza, vita? Vi domando scusa dolcissime creature non avevo capito, non sapevo, com'è giusto accettarvi, amarvi, e com'è semplice. Luisa, mi sento come liberato, tutto mi sembra buono, tutto ha un senso, tutto è vero. Ah, come vorrei sapermi spiegare... ma non so dire. Ecco, tutto ritorna come prima, tutto è di nuovo confuso, ma questa confusione sono io, io come sono non come vorrei essere, e non mi fa più paura. Dire la verità, quello che non so, che cerco, che non ho ancora trovato. Solo così mi sento vivo e posso guardare i tuoi occhi fedeli senza vergogna. È una festa la vita, viviamola insieme. Non so dirti altro Luisa né a te né agli altri. Accettami così come sono se puoi, è l'unico modo per tentare di trovarci. " (Guido Anselmi )
Bem vindo ao mundo de Fellini! [e, não, não dá para colocar em inglês ou em português! É Fellini!]

outubro 12, 2008

Nobel

- Parabéns, você ganhou!

- Legal, e o meu prêmio?!

- É este: você ganhou!



PS.: Short txts ... Cara do Tefo!!

outubro 07, 2008

O relógio que girava no sentido anti-horario

Já venho há tempos perguntando sobre o tempo.
Acho que isso de fazer aniversário faz com que essas perguntas sobre a passagem das datas emergirem na cabeça com mais força.
365 dias desde 2007. 365.
Acredito que não consiga equacionar a quantidade de mudanças que ocorreram em um ano, muito menos as coisas que permaneceram as mesmas.
Mas, acredito que possa equacionar algumas coisitas:

* 10 entrevistas
* 1 relatório parcial
* Mais de 10 peças
* 2 cidades
* 2 camas, 2 sofás-cama, 1 cama roubada e 1 colchão inflável
* 4 filmes do Bergman, 3 do Fellini e 2 do Chaplin (ok, o ano não acabou, ainda posso tirar o atraso. Pessoas ainda me devem filmes, muahaha!)
*1 Festival do Caralho; 1 show que comçou com NxZero, passou por Guns e terminou com Demonios da Garoa (por isso q me devem filmes, by the way); 1 show maluco; 1 show de graça
* 1 piquenique fofo
* 5 ou 6 Bares; 1 balada; 2 rolideis
* Incontáveis McDonalds
* Incontáveis Paulistas
* 3 ou 4 BK´s
* 1 Noitão
* Algumas matérias e artigos [nada cientificos] publicados
* Mais de 200 mil toques em emails revoltados
* 60 bixos diretos; 1 filho ; 1 nova mãe
* 1 despedida em aeroporto
* Várias subidas e descidas na Serra
* 1 chuva torrencial [na frente da praia!]
* 1 ótimo corte de cabelo
* 2 áreas de telefonia
* Alguns surtos no metrô
* Mais de 300 fotografias
* 1 chefia
* um 5,5
* várias crises com a profissão e/ou futuro
* muita falta de talento
* 2 conversas sinceras num mesmo bar
* 1458 brigas com a mesma pessoa ¬¬
* 1459 reconciliações com a mesma pessoa [chamo isso de vicio irracional, ou de sadismo inato, ou, talvez, de amizade incondicional...mas tenho que consultar a minha banca..rsrsrs]
* Não sei quantas execuções de músicas dos Beatles
* 1 caso de novela na familia
* várias saudades acumuladas
* incontáveis "geeeeeeeeeeeeeeeeees"
* 1 discussão sobre teoria da comunicação que abarcou até mesmo a Ellen Jabour
* 1 pesquisa eleitoral
* 2 Saramagos; 1 Orwell; uns 2 Foucaults pela metade; 1 Balzac meia boca e Meio Bob Spitz, até o presente momento.
* 2 Livros sobre Teatro; 3 sobre a historia da cidade de Sao Paulo; outros tantos sobre censura
* Mts ônibus laranjas e azuis
* 3 bilhetes-unico [!!]
* 1 virada cultural
* 1 não mais do que certo
* 1899 piadas internas, até o presente momento
* 2999 piadas internas ditas sem querer, em voz alta, em tom de código e /ou chacota
* 2 boas crises de ciume [com muita razão!]
* Mts² "Se liberta"/"Voa Borboleta!"/"Corra, Lola, corra"/"bjomeliga"
* 273 emails não lidos; 8353 scraps
* 1788 cenas de vergonha alheia
* umas 200 delas em uma msma noite, em um msm bar
* 1500 ataques de Beatlemania, no minimo
* 5 novos "eu te amo" literais; e 1 nas entrelinhas [ou quase nas linhas, diria]
* Umas noites passadas "em branco" para conversar
* Incontaveis brincos e tic-tacs perdidos no Limbo da área x
* 10 000 pensamentos de assassinatos crueis de professores mais crueis ainda
* 2 requerimentos não aceitos na FFLCH
* 1 ressaca moral



..........................

Quando for lembrando coloco mais.


Ou não..

365 dias
???

Alguns anos imbutidos nisso.